Produção e Qualidade

A Ciência está no nosso DNA e levamos a sério o compromisso de apoiar pesquisadores.

Conheça nosso processo

Oferecemos produtos de excelente qualidade com preços competitivos.
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Síntese

O processo de síntese dos oligos acontece em sintetizadoras automatizadas de alta tecnologia. Durante a produção, cada nucleotídeo é acoplado sequencialmente a partir da extremidade 3’.
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Clivagem

Clivagem é a quebra da ligação da extremidade 3' do oligo ao suporte sólido e é feita por tratamento com hidróxido de amônio concentrado e agitação à temperatura de 70º C por duas horas.
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Purificação

Devido a algumas características inerentes ao processo de síntese, o produto final terá, além dos oligos completos, sequências truncadas (incompletas), restos de reagentes, sais e subprodutos. Essas impurezas são removidas pela purificação.
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Qualidade

Além do processo de síntese minuciosamente controlado em sistema fechado, contamos com um segundo processo de checagem para garantir a qualidade dos seus oligos por meio de leitura espectrofotométrica em Nanodrop.
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Secagem

Os oligos sintetizados pela Exxtend são enviados secos, pois são altamente estáveis nessa forma. Ao receber os oligos, siga o protocolo da folha de dados para ressuspendê-los.
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Envio

A Exxtend orgulha-se de oferecer um prazo de produção imbatível! Produzimos seus oligos padrão em 3 a 5 dias úteis*, e sondas e oligos purificados por HPLC em 10 a 15 dias úteis.*

*os prazos não contemplam o tempo de entrega dos Correios e estão sujeitos a alterações em períodos de alta demanda.

Síntese

A produção de oligos é realizada utilizando sintetizadores de DNA altamente eficientes, fabricados pela empresa alemã K&A Laborgeraete. Estes equipamentos promovem a distribuição e o gerenciamento dos reagentes para todas as colunas de síntese durante cada adição de base até a sequência completa e são controlados por software que permite o monitoramento dos rendimentos de cada base.
Oligo padrão é um fragmento de uma cadeia simples de DNA, podendo variar o número de bases nitrogenadas em sua sequência. Na coluna de síntese, a primeira base nitrogenada A, C, G ou T do oligo na região 3’ está fixada em um suporte sólido de síntese (CPG), que é concebido para ancorar o crescimento da cadeia de DNA na reação. Assim, os oligos são sintetizados da região 3’ para 5’. O processo de síntese de um oligo consiste em uma série de reações químicas, de modo que cada base nitrogenada é acoplada sequencialmente à cadeia em crescimento, como pode ser visto no ciclo de síntese abaixo:
Ciclo de síntese
As etapas de síntese do oligo são as seguintes:​

1 - Acoplamento: uma nova base (fosforamidita) é acoplada à hidroxila (OH) livre;
2 - Bloqueio: nem todas as hidroxilas livres reagem com a nova base, deixando nesses casos a hidroxila livre, que devem ser bloqueadas por acetilação, ficando inerte para reações subseqüentes;
3 - Oxidação: estabilização do grupo fosfato, evitando reações paralelas;
4 - Detritilação: remoção do grupo de proteção 5'-DMT (4,4'-dimetoxitritil) da extremidade do oligo, deixando uma hidroxila (OH) livre para a próxima etapa;
5 - Clivagem e Desproteção: clivagem do oligo da resina universal e remoção dos grupos de proteção.

Também produzimos oligos degenerados, que apresentam misturas de duas ou mais bases diferentes em uma determinada posição dentro da sequência. Os códigos de letras padrão para especificar uma degeneração são os seguintes:
R = A+G
S = C+G
Y = C+T
W = A+T
B = C+G+T
H = A+C+T
M = A+C
V = A+C+G
K = G+T
N = A+C+G+T
D = A+G+T
I = Inosina
A incorporação de uma marcação em um oligo pode ser realizada de maneiras diferentes, utilizando os grupos ativos das bases:
Representação das marcações  no ciclo de síntese
Marcação 5’: A marcação é feita ao término do ciclo de síntese, na última base do oligo.
Modificação interna: A modificação é inserida da mesma forma que uma base nitrogenada durante o processo de síntese.
Marcação 3’: A marcação é incorporada na primeira base que já está fixada ao suporte sólido de síntese (CPG), antes da adição da segunda base.
O ensaio TaqMan® utiliza um oligo duplamente marcado (sonda) para detectar sequências específicas nos fragmentos de DNA amplificados em uma PCR em tempo real. Esta sonda apresenta em uma extremidade um fluoróforo e na outra um quencher ou supressor de fluorescência de tal modo que os produtos da reação são detectados pela fluorescência gerada após a atividade exonuclease da Taq DNA polimerase.​

Quenchers Black Hole (BHQ) são quenchers sem fluorescência que atuam na sonda resultando numa menor fluorescência residual de fundo nos ensaios de PCR e ainda apresentam outras vantagens devido ao aumento de sobreposição espectral entre os corantes fluorescentes, permitindo uma maior opção de escolha de fluoróforos para ensaios de multiplexação, o que permite uma maior variedade de formulações de sondas.

BHQ-1 – É normalmente utilizado na faixa de 480-580 nm e pode ser usado em conjunto com os fluoróforos comumente aplicados como FAM, TET, HEX, CAL Flúor Orange entre outros.

BHQ-2 – Usado para faixa de 559-670 nm, e é mais eficaz em fluoróforos quenching como TAMRA, ROX, Cy3, Cy5, Quasar entre outros.

Purificação

Devido à natureza da síntese, o produto final pode conter, além dos oligos completos, uma porcentagem de sequências incompletas, restos de reagentes, sais e subprodutos que precisam ser removidos. 

A Exxtend oferece três métodos de purificação para atender às necessidades da sua pesquisa: Dessalinização, RP-OPC e HPLC.
A coluna para dessalinização é composta de um gel poroso em que as partículas são separadas com base em seus tamanhos moleculares.

Na dessalinização são removidos sais e oligos incompletos pequenos, mas não são removidas as sequências truncadas de tamanho próximo ao do oligo solicitado.

Os oligos dessalinizados podem ser usados principalmente para PCR convencional, porque nestes casos as sequências incompletas não afetarão os resultados.
Profissional da Exxtend durante o processo de dessalinizaçãoMateriais da Exxtend utilizados no processo de dessalinização
O cartucho de purificação de oligos por fase reversa (Reverse-Phase Oligonucleotide Purification Cartridge) consiste em uma coluna preenchida por resina polimérica de alta performance.

O método baseia-se na forte ligação entre a resina do cartucho e o agrupamento DMT que é deixado na extremidade 5’ na maioria do oligo completo, separando os oligos completos dos incompletos. Esta purificação também retira os sais e impurezas. É similar à purificação HPLC, mas com menor grau de pureza, sendo indicada para PCR, qPCR, sequenciamento, microarray, blotting, clonagem, entre outros.

Para algumas aplicações é fundamental estar presente apenas a sequência completa do oligo.
Profissional da Exxtend trabalhando durante o processo de purificação por RP-OPCMateriais da Exxtend utilizados no processo de purificação por RP-OPC
A Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (High Performance Liquid Chromatography) também se baseia na afinidade entre oligos completos e a coluna de purificação. Entretanto, o grau de pureza desta purificação é maior em relação à RP-OPC.

O método utiliza um gradiente de concentração de reagentes, retirando progressivamente as impurezas conforme a interação dos analitos com a coluna. O processo de purificação é controlado por um espectrofotômetro acoplado, que permite que o produto puro seja coletando quando o pico desejado é visualizado, assim conseguimos resgatar apenas os oligos completos livres de impurezas, inclusive de restos de fluoróforos (marcações fluorescentes).

Indicamos a purificação por HPLC para sondas, oligos marcados, oligos longos, clonagem e para fins que exigem oligos muito puros.
Sistema Exxtend do processo de purificaçãoProfissional Exxtend trabalhando no processo de purificação

Controle de qualidade

Nosso controle de qualidade garante aos nossos clientes um alto padrão na produção de oligos.
- Os reagentes utilizados na produção são fornecidos por empresas internacionais de alta confiança.
- Os processos são automatizados e todas as etapas são monitoradas por várias funções de controle.​

Contamos com um processo duplo de checagem para garantir a qualidade de nossos oligos:
Profissional da Exxtend checando o monitor que detecta a reação química do processo de síntese.

Check 01

O processo de síntese ocorre num sistema fechado e automatizado que possui monitores que detectam a reação química de detritilação antes da inserção de cada base, e assim nos indicam que as bases acoplaram devidamente e que as cadeias em crescimento estão preparadas para receber a próxima base.
Processo da Exxtend de pipetagem na Nanodrop

Check 02

Após as etapas de purificação ou dessalinização, todos os oligos são analisados para avaliar a pureza e a massa obtida através da leitura de densidade óptica (DO). São realizadas leituras de absorbância utilizando-se espectrofotômetros de última geração para obter um espectro completo e preciso do oligo que nos informa se eles estão puros, na quantidade solicitada pelo cliente, e, em caso de sondas, se os fluoróforos estão acoplados.
O pico de absorbância do DNA é de 260 nm e uma amostra de DNA deve exibir a curva padrão em formato de sino com um único pico em 260 nm. Contaminantes como sais de amônio, polissacarídeos e alguns compostos orgânicos apresentam pico de absorbância em torno de 230 nm, por isso a razão 260/230 nm é utilizada para avaliar a contaminação por outros compostos, sendo o valor de referência de 1,8. Valores menores indicam contaminação em níveis indesejáveis.

Todos os oligos são entregues com a folha de especificações que inclui: nome do oligo, sequência 5’ - 3’, DO, volume de diluição em µL para obter 100 pmol/µL, quantidade em µg e nmol, temperatura de anelamento (Tm) e peso molecular (PM).